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Oitavas

Nos idos de 1996, Yuta Massuda (um amigo meu) falou algo sobre oitavas. Não lembro exatamente as palavras que usou, mas o sentido do que foi dito ficou gravado em minha cabeça : “Nossa vida não é um círculo, mas sim uma espiral. E no que seguimos por essa espiral, que tende a ser ascendente devido à experiência acumulada, muitas vezes nós nos deparamos com situações aparentemente repetidas. A diferença é que sempre estamos uma oitava acima que da vez anterior.”
Penso muito nessa frase ela tem sua sabedoria. No entanto, já constatei que, mesmo passando por situações aparentemente repetidas eu não tenha adquirido lá muita experiência no que concerne a lidar essas situações. Uma frase muito efetiva da qual me lembro (essa é de minha autoria), de anos idos: De tanto ela insistir em olhar para trás, eu comecei a olhar para os lados.

Definitivamente, depois de levar duas horas pra conseguir chegar em casa, cheguei à conclusão de que tenho de tomar uma providência quanto a isso. Impressionante como o trânsito nessa cidade está cada dia pior ! Hoje, tive de dar uma escapulida na hora do almoço e só tinha de ir da Lapa até o centro… eu demorei uma hora, uma hora inteirinha da minha vida só pra descer a rua Clélia. Como se não bastasse, ainda teve a volta pra casa no final da tarde. Depois de passar no shopping Ibirapuera pra adiantar as compras de natal, eu subi a alameda dos Nhambiquaras em direção à 23 de maio. Vendo-a mais congestionada que meu nariz durante a aula de marcenaria, desviei pra Domingos de morais, pensando que estaria melhor e descobri que estava errado. Terceira alternativa, desta feita pela Ricardo Jafet. Só não desviei mais porque minhas possibilidades tinham se esgotado. Liguei o rádio na cultura, e que bela surpresa a ouvir uma polonaise de Mikael Kleofas Oginski para piano, uma musica que me recordo de te-la ouvido por um acordeonista Russo nas ruas de paris em idos de 1996…bela musica …mas na verdade a única coisa que me consolava, era o fato de saber que tinha um chuveiro me esperando aqui em casa…

Mais tarde…

Acho engraçado, quando, pego-me a pensar em todas as voltas que nossas vidas dão. Eventualmente estas voltas levam-nos aos mais diferentes lugares. Outras vezes, tais voltas levam-nos … aos mesmo lugares, sabem ? Se (como disse alguém, que, certa ocasião passou por minha vida de forma breve, porém, muito intensa) Pra tudo na vida tem de ter trilha sonora. Acredito, que hoje, a trilha sonora mais adequada à este dia seria uma das baladas de Chopin, sabe ? Não quero ficar me expondo muito aqui, não sei ainda, sinceramente, se tenho vontade de voltar a escrever, mas cá estou…. Hoje foi dia de nostalgia, dia de relembrar, com muita saudade dos bons momentos do passado. Ainda que seja doloroso não ter mais estes momentos, sinto-me feliz, mas, muito feliz mesmo. Afinal, mesmo tendo seguido rumos diferentes, eu e a pessoa a quem me refiro, em algum momento de nosso passado, vivemos por bons momentos. E estes momentos, ninguém pode nos roubar. São só nossos e sempre o serão !

amor…

“Para curar uma dor de amor, digam o que quiserem, só conheço um remédio: um amor novinho em folha. Enquanto nosso coração não encontrar outro pretendente, ficaremos cultivando o velho amor, alimentando-o diariamente, sofrendo por ele e, no fundo, bem no fundinho, felizes por ter para quem dedicar nossos ais e nossa insônia. A gente só enterra mesmo o defunto quando outra pessoa surge para ocupar o posto.Se isso lhe parece uma teoria simplista, toque aqui. É simplista sim. Isso de enterrar o defunto do dia pra noite só funciona quando o defunto era apenas uma paixonite, um entusiasmo, fogo de palha. Porém, se era algo realmente profundo, um sentimento maduro, aí o efeito do novo amor pode revelar-se um belo tiro pela culatra. Ele acabará servindo apenas para dar a você a total certeza de que aquele amor anterior era realmente um bem durável. E a dor voltará redobrada.Um beijo que deveria inaugurar uma nova fase em sua vida pode trazer à tona lembranças fortes do passado, e nem é preciso comparar os beijos, apenas as sensações provocadas. Quem já vivenciou isso sabe o constrangimento que é beijar alguém e morrer de saudades do antecessor.Um novo amor pode transformar o que era opaco em transparência: você não sabia exatamente o que sentia pelo ex, se era amor ou não, então surge outra pessoa e você descobre que sim, era amor, caso contrário não sentiria esse abandono, essa perturbação, essa forte impressão de que está fazendo uma tentativa inútil, de que não conseguirá ir adiante.Mas o que fazer? Encarar uma vida monástica, celibatária? Nada disso. Viva as tentativas inúteis! Uma, duas, três, até que alguma delas consiga superar de vez a inquietação do passado, que venha realmente inaugurar uma nova fase em sua agenda amorosa, que deixe você tranqüilo em relação ao que viveu e ao que deve viver daqui pra frente.No entanto, quanto mais escrevo, mais me dou conta de que não há fórmula que dê garantia para nossas atitudes, de que não há pessoa neste mundo que não possa nos surpreender, de que tudo o que vivemos são tentativas, e que inútil, inútil mesmo, nenhuma é.(Martha Medeiros)***

Concordo com a Martha, principalmente com o último parágrafo. Meu namoro terminou, fiquei péssimo, estou ainda entre altos e baixos, mas isso não quer dizer que tranquei meu coração numa caixinha de vidro e resolvi não sair de casa para não correr novos riscos.Estou aqui vendo a tarde cair pela janela. Um sol lindo ainda brilha lá fora e eu extasiada por um final de tarde delicioso ontem à beira da represa, com o sol queimando os meus braços, as ondas quebrando e acompanhada de uma amiga super especial. Demos ótimas risadas, me emocionei com uma história de amor linda que ela me contou, contei outras, tomamos cerveja, comemos lula, vimos pessoas e para poder dar conta da subida, fechei a noite com um café. São momentos simples assim que fazem eu ter a certeza de que a vida vale muito a pena e que vou continuar aberto às experiências diversas, pois se tem algo que nunca tive medo foi de arriscar em ser feliz.

Antes de dormir vi um casamento de um jornalista da Band, ele falou uma frase que era “James Strauss” è A frase que quero um dia dizer a ela “vou ficar com vc ate meus olhos fecharem”…

Cada beijo , cada momento…

Bem estou a tegisversar, mas ate que ponto ainda existe a confiança, depois de tudo?

Pagina virada!

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